Heaven Doesn't Seem Far Away

curious eye.

 Esta será a última carta que te escrevo, e de certa forma a primeira.
Durante o tempo em que fomos um só  houve felicidade, cumplicidade, paixão, mas sobretudo amizade. Embora esta nossa cumplicidade não estivesse sempre no limiar da perfeição, eu nunca deixei de te amar como um adolescente ingénuo. Nem sempre tive a melhor atitude para contigo, mas eu estava cego. Acho que é o preço que se paga quando se está profundamente apaixonado por alguém e que por vezes chega a doer. Não consegui manter o descirnimento de um adulto racional e fui muitas dessas vezes infantil e egocêntrico. Agora percebo que para amar e poder ser amado, é preciso remover o "eu" da equação e ser o outro. Eu não o fiz, mas não me arrependo. Não existem erros nesta vida, tudo o que fazemos tem um propósito, está destinado para acontecer de alguma forma.
Não podemos mudar o nosso destino, mas podemos torná-lo melhor e é aí que se encontra a razão de ser desta carta. A vida é longa minha cara e se estivermos destinados um para o outro, o destino encarregar-se-á de nos juntar de novo. Eu esperarei por ti e o meu coração será sempre teu como foi desde o primeiro dia em que os nossos caminhos se cruzaram.
Espero que sejas feliz, tal como tu me fizeste a mim.
 

Do teu eterno amante...
Um novo texto fictício, espero que gostem :)

Categories:

Leave a Reply